Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela - um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro.
Estavam famintos...
"Vai trabalhar e não amole" - ouvia-se detrás da porta; "aqui não há nada moleque..." - dizia outro...- As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças.
Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes: "Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!"; E voltou com uma latinha de leite.
Era uma vez um pequeno menino que vivia em um orfanato. O pequeno menino desejava poder voar como um pássaro. Era muito difícil para ele entender por que não podia voar. Havia pássaros que eram maiores que ele, e eles podiam voar...
- "Por que não posso voar?" ele pensava. "Tem alguma coisa errada comigo?".
Um dia o pequeno menino fugiu do orfanato. Correu, correu e correu muito até que descobriu um parque onde crianças corriam e brincavam. Ele viu um outro pequeno menino que não podia correr e brincar com as outras crianças. Era aleijado.
Meu coração e minha língua fizeram um trato: quando meu coração estiver enfurecido, minha língua guardará silêncio. As palavras respondem aos sentimentos, e os sentimentos às idéias. Por isso é impossível dominar nossas palavras se não somos senhores de nossos sentimentos; e estes sentimentos irão se acalmando segundo a força de nossas idéias.
A um coração que não se domina, responderão palavras violentas e ferinas; a um coração fechado em si, sucederão palavras e atitudes que depreciam os demais.
Por conseguinte, me calarei quando meu coração não estiver sossegado e em calma; não falarei, pois seguramente me arrependerei do que disser ou, pelo menos, do modo como o disser, ou do momento em que o disser. Se em geral o coração não costuma ser bom conselheiro, menos o será quando não estiver em paz e não se sentir senhor de si mesmo.